
Durante muito tempo a minha relação com as motos foi superficial... apenas de vê-las passar e pensar, apenas em jeito de desejar, “Um dia, ainda vou andar de mota!”… Mais um stand, hoje, uma exposição, amanhã, dia a dia apenas a vê-las passar.
Um dia, recente, um amigo motard, um jantar, uma volta de mota proporcionou-se de forma tão imprevista quanto natural. A volta não foi muito longa, mas as sensações multiplicaram-se tão aceleradamente quanto a própria viagem… curiosidade, estabilidade, segurança (sempre!!), frescura, adrenalina, liberdade…
Depois foi o descobrir de outras dimensões do assunto: os sites, os clubes, as associações, as concentrações, os rituais, os convívios cíclicos… de almoços ou noites em dia semanal fixo, marcados no calendário da vida… vida repleta de amizades sãs, descontraídas, divertidas… Bem-vindos? Todos!
O espírito motard entranhou-se… e agora?! O sarilho está armado! Porque apesar da utilidade e do dinamismo das organizações, da vibração inebriante das concentrações, do maior ou menor tribalismo inerente a tudo isto, como diz um outro amigo motard, veterano nestas coisas, “O melhor das motos é mesmo andar nelas!”
Repenso e desejo, agora conscientemente, que se repitam as boleias na Varadero “culpada” pela minha iniciação motard, que se alarguem os percursos, que perdurem e desenvolvam as amizades, que se intensifiquem as sensações a cada volta de mota, que perspective o mundo de uma forma mais livre, ao sabor do que apetece e enche a alma…


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